Gol

sábado, 13 de agosto de 2016

Homilia Diária

13AGO2016

Temos de permitir, favorecer, criar meios e maneiras para aproximar, cada vez mais, nossas crianças das coisas de Deus

“Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus” (Mateus 19,14).

 

Precisamos levar nossas crianças à presença de Deus, fazer com que elas tomem posse do que é delas. Não podemos lhes tirar o direito fundamental de pertencer a Deus.

Sei que, às vezes, vamos dizer: “Por que batizar aquela criança?”. Batizamos, porque nossos pequenos pertencem ao Reino dos Céus, e se o batismo nos introduz nele [Reino dos Céus], precisamos lhes dar essa graça. Não podemos proibir, não podemos deixar de fazer isso de forma nenhuma. Alguns ainda podem pensar: “Quando ela crescer, vai decidir!”. Não! Se quando ela crescer não quiser assumir seu batismo, é um direito dela. Mas é um direito dela fazer parte do Reino dos Céus, porque é Jesus quem está dizendo que o Reino pertence a elas.

É cada vez mais necessário não perdermos essa consciência de batizarmos nossas crianças!

Uma coisa importante: o batismo é um ritual que vale para toda vida, e por isso, muitas vezes, entendemos que o batismo caiu em descrédito, porque o pai e a mãe, os padrinhos levam a criança naquele dia na igreja; depois não sabemos quando vão aparecer novamente. E quando cresce o pai, pega o carro e a leva na porta da igreja para fazer a catequese.

O batismo não é uma coisa mágica. O batismo é uma coisa que precisa ser cuidada, para que seus  efeitos sejam práticos em nossa vida. Nossos pequenos precisam estar nas Missas, nos encontros, precisam ter um lugar de privilégio dentro de nossas igrejas. Não podemos impedir nossos pequenos de ter contato com as coisas de Deus, porque é uma coisa drástica.

Temos de permitir, favorecer, criar meios e maneiras para aproximar, cada vez mais, nossas crianças às coisas de Deus e permitirmos que o Seu Reino aconteça de uma forma que elas tenham acesso.

Louvado seja Deus pelas nossas catequistas, pelos pais que se dedicam à evangelização de nossas crianças. Que sejam cada vez mais criativos, mais inteligentes e acolhedores, porque precisamos abraçar, acolher, e cuidar de nossas crianças, que precisam ser amadas, respeitadas e valorizadas.

Não podemos permitir, de jeito nenhum, que elas sejam tratadas de qualquer jeito. Jesus representou uma revolução para Sua época, porque, se na cultura a mulher e a criança não tinham vez, Ele acolheu as mulheres e deu a elas a dignidade que é delas, da mesma forma Ele fez e faz com nossas crianças.

Se qualquer cultura, qualquer pensamento ou ideologia afastam nossas crianças, o Reino dos Céus, o pensamento de Jesus não é esse. As crianças têm um lugar fundamental no coração de Deus! Que saibamos amá-las como Jesus as amou!

Deus abençoe você!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Homilia Diária

12AGO2016

Não podemos nos esquecer de valorizar, estimular e mostrar o valor sagrado do matrimônio, segundo o coração de Deus

“‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe” (Mateus 19,5).

 

Veja a beleza, a graça da união conjugal, do matrimônio, da união do homem com a mulher! A união só acontece quando há o desapego, quando realmente homem e mulher deixam pai e mãe. Por mais que se amem, deixam os pais para formar uma nova família.

Essa é a união que deve acontecer; não apenas corpórea, mas de alma e coração, de vida e de passados que se tornarão presente. A mulher e o homem trazem suas histórias, colocam-nas em comum para formar uma só realidade.

Talvez algumas pessoas queiram apenas explicar que a união estável é para saber se vai dar certo. Entretanto, Deus propõe ao homem e a mulher a união de vida, a união plena. Ele não nos separa, quem separa ou tira a unidade do ser humano somos nós mesmos e o mundo em que estamos.

Para Deus, o ser humano é único! A mulher é única e completa com sua história, com seu passado, com seus sentimentos e afetos, com seu corpo e sua mente. O homem é completo da mesma forma, com seu passado, com sua história e seu presente, com seus sentimentos e afetos, e os dois se unem e formam uma só realidade.

“Já não são dois.” Aqui, precisamos entender que cada um tem seu jeito, seu temperamento e forma de pensar. A união cria um vínculo, de modo que os dois formam uma só realidade.

Irmãos e irmãs, não podemos desmerecer nem deixar que desmereçam o valor do matrimônio, a união do homem e a mulher. Não é uma coisa qualquer nem descartável: "Não deu mais certo! Não gostei mais! Cansei-me dele! Cansei-me dela!", e vai cada um para o seu lado. Não é assim! É toda uma vida que se uniu.

Dessa união maravilhosa vêm os frutos que são os filhos. Como precisamos, cada vez mais, recuperar o sentido e o valor sagrado do matrimônio!

Ninguém pode ignorar que vários fatores podem levar uma união conjugal a não dar certo. De repente, entram em crise, não têm mais condições de viverem juntos. Não trabalhe as exceções transformando-as em regras.

Deus colocou a união como regra, e as exceções como aquilo que não deu certo, que não saiu como o esperado. Vamos cuidar muito bem das exceções, vamos dar toda atenção, todo amor, todo carinho a elas; vamos entender a história de cada um. É preciso refazer a vida? Vamos ajudar a refazer a vida. A Igreja vai acolher cada um com muito amor, e por mais que o mundo queira transformar as exceções em regras, não vamos mudar a Palavra de Deus, pois não temos o direito de fazer isso.

As pastorais que trabalham com segunda união devem trabalhar mais ainda, a Igreja precisa ter uma atenção muito grande com todos os casos de divorciados e separados. Só não podemos nos esquecer de valorizar, de estimular e mostrar o valor sagrado do matrimônio, segundo o coração de Deus.

É por falta de educação, de catequese, de estímulo e preparo que, muitas vezes, o casamento se enfraquece. Quando nos voltarmos para a Palavra de Deus, vamos perceber que há um desígnio, um plano e uma bênção para a união do homem e da mulher.

Que essa bênção seja, cada vez mais, estável, linda e que cresça mais no meio de nós!

Deus abençoe você!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Homilia Diária

11AGO2016

Precisamos querer o perdão e buscá-lo; precisamos dessa graça divina para perdoar setenta vezes sete

“Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’” (Mateus 18,22).

 

Jesus deu essa resposta quando Lhe foi perguntado quantas vezes devemos perdoar o nosso irmão, pois parece que todos nós temos um limite em nossa capacidade de lidar e suportar determinadas coisas e situações. O que Jesus está dizendo não é por causa do outro, é pelo nosso próprio coração, porque este não pode ter limites para o perdão, pois perdoar deve ser a característica fundamental da espiritualidade cristã, da nossa relação com Deus e com o próximo.

Quando o perdão é esquecido, quando ele se torna cansativo, as coisas vão se aglutinando, se amontoando, ajuntando-se dentro de nós; depois, isso cria um embaraço terrível. E lá na frente, quando quisermos resolver, as coisas estarão duras demais ou mal resolvidas.

Pode ser que, na hora, não tenhamos força, mas não seremos ingênuos em fingir que somos máquinas, onde apertamos um botão e logo perdoamos. Não é assim que funciona o coração humano, entretanto, a disposição e a vontade de perdoar precisam acontecer a todo momento, por mais ferida que a alma e o coração estejam; mesmo que seja preciso fazer um trabalho espiritual, um trabalho humano e psicológico, para que o perdão floresça.

O perdão nasce da vontade de perdoar, mesmo que não sintamos, que não consigamos perdoar de imediato nem tenhamos amadurecido. Precisamos querer e buscar o perdão; precisamos dessa graça divina para perdoar setenta vezes sete! Primeiro, para que tenhamos saúde espiritual, psíquica e física, porque o contrário gera muitas pessoas doentes. Segundo, porque é dessa forma que Deus nos perdoa, Ele não limita o Seu perdão a nós, não nos perdoa só até um determinado ponto: "Já pequei demais, agora Deus não me perdoa mais!”. Sabemos que não é assim, pois todas as vezes que vamos buscar o nosso Pai, implorando o Seu perdão e Sua misericórdia, Ele não nos nega.

Não seja como o homem do Evangelho de hoje, que foi "sem vergonha". Ele foi perdoado de sua dívida, que era grande, mas quando encontrou seu companheiro na estrada, foi muito cruel e duro. O homem pediu apenas mais um tempo para pagar a dívida, mas ele disse 'não' e mandou lançá-lo na prisão.

Recebemos o perdão enorme, sem contas do coração de Deus, mas perdoamos pouco ou quase nada. Muitos podem pensar: “Mas nem sempre eu consigo perdoar!”. É verdade, mas então peçamos ao Senhor que nos dê um coração bom e misericordioso como o d’Ele, porque Ele perdoa tudo, menos o coração de quem não tem “vergonha na cara”, de quem foi muito perdoado por Ele, mas é incapaz de usar o perdão para com seu próximo.

“Pai, perdoa as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos ofendeu!”.

Deus abençoe você!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Homilia Diária

10AGO2016

Aprendamos a desapegar, dia após dia, das coisas e das pessoas; desse modo, a nossa vida terá mais qualidade e será mais gostosa

“Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna”(João 12,25).

 

Deus está nos mostrando como devemos cuidar de nossa vida. Exemplo disso é o mártir que celebramos hoje: São Lourenço diácono. Ele consumiu toda a sua vida por causa de Jesus e de Seu Evangelho, teve uma vida totalmente entregue à causa do Reino dos Céus. Por causa dessa vida, morreu consumindo-se por causa do Evangelho.

Somos pessoas que se apegam demais às coisas desta vida! Desde criança, começamos a nos apegar a um presente que ganhamos, a uma coisa que nos dão; pegamos aquela coisa e não queremos soltar mais. À medida que vamos crescendo, vamos nos tornando mais apegados ainda. Apegamo-nos às pessoas, afeiçoamo-nos a elas.

Afeiçoarmo-nos é muito bom, o problema é o apego excessivo e doentio: “Eu não vivo mais sem você!” . Por mais que a pessoa seja importante na nossa vida, é preciso nos acostumarmos ao fato de vivemos com as pessoas até determinado tempo; depois, cada uma vai seguir seu rumo, seu caminho.

Muitos podem questionar: “O Senhor quer desfazer as famílias?". Muito pelo contrário! Se uma moça vai se casar, a Palavra já diz: "Tem de deixar seu pai e sua mãe para formar sua família". Mas, muitas vezes, o casamento daquela pessoa não acontece, porque ela não deixa, nem a família permite que ela corte o cordão umbilical.

Quando falamos em 'deixar' ou 'desapegar', no sentido bíblico da própria palavra, não significa que não tenhamos mais de ligar para o pai e para a mãe, mas damos saltos de qualidade na vida quando desapegamos.

Muitas vezes, apegamo-nos às "coisinhas bobas" e vamos juntando, acumulando coisas. Entramos em nosso quarto e vemos coisas que não servem para nada, não têm mais utilidade ou poderia ter muito mais utilidade para outras pessoas. Somos pessoas apegamos e presas demais!

Tornamo-nos presas das coisas a que nos apegamos, porque o apego nos faz mal. Por esse motivo, a morte, para muitas pessoas, acaba sendo uma tragédia, só de pensar nela. Somos tão apegados a essa vida, que nem conseguimos ter afeição pelas coisas eternas: “Eu quero ir um dia para o céu, mas daqui quinhentos anos!".

Meu filho, ninguém coloca tenda aqui nesta terra, ninguém faz morada eterna aqui! Aprendamos a desapegar, dia após dia, das coisas e das pessoas deste modo, pois assim a nossa vida terá mais qualidade e será mais gostosa. Poderemos ir mais longe, poderemos progredir muito mais, ter conquistas maiores, sobretudo conquistarmos o Reino dos Céus, o coração de Deus, porque não nos apegamos às coisas deste mundo por melhores que elas sejam.

Não podemos ser apegados a nada, precisamos ser livres, porque o grão de trigo só vai produzir frutos se morrer. Temos de morrer para aquilo que, de repente, é até bom para nós, pois coisas novas vão nascer em nosso coração!

Desapego só nos faz bem, ajuda-nos a crescer como filhos e filhas de Deus!

Deus abençoe você!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Homilia Diária

09AGO2016

É preciso tornar-se puro como uma criança na prática e na vivência do bem

“Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus”(Mateus 18,3).

 

Queremos entrar no Reino dos Céus e somos chamados a entrá-lo. Ele está entre nós. Por que não entramos nele ainda? Porque para entrar é preciso converter-se. E de que modo vamos nos converter? Tornando-nos crianças!

Não pense que se tornar criança é tornar-se ingênuo como é uma delas. A criança é um ser puro, e quanto mais criança for, mais pequenino for, mais puro será. É uma beleza pegar uma criança no colo! É uma pureza! E não há maldade nenhuma nela! Quanto mais essa criança cresce, mais vai se tomando uma pessoa deste mundo.

A maldade não está só no mundo, o problema é a maldade que vem para dentro de nós.

Precisamos nos purificar e nos lavar, precisamos recuperar a nossa inocência primeira, totalmente diferente da ingenuidade. Uma criança pequena é incapaz de fazer mal ao outro; e ela só faz o mal quando toma consciência do que é ser má, quando é incentivada ou a maldade lhe é mostrada.

Nós adultos temos muitas maldades dentro de nós. Desejamos, fazemos, planejamos e vivemos em meio a tantas maldades, e nos acostumamos com isso. No Reino de Deus, não há lugar para a maldade, para falar mal dos outros e planejar o mal para eles. Por isso é preciso tornar-se puro como uma criança na prática e na vivência do bem!

Criança é dócil, apega-se, está no colo do pai ou da mãe. Precisamos estar no colo de Deus! É no colo que se cuida, que se transmite amor e vida.

A coisa mais linda da vida é quando a mãe dá de amamentar a sua criança, quando ela tira de si para dar ao filho. Como precisamos nos amamentar da Palavra de Deus e da Sua graça! Precisamos nos nutrir daquilo que vem do Seu coração.

Quando crescemos, tornamo-nos autossuficientes, donos da razão e das coisas. Até cremos em Deus e queremos muito bem a Ele, porque sem Ele nossa vida nem sentido teria. Mas não é só crer em Deus, não é só saber que Ele nos ama, é preciso entrar em Sua dinâmica.

A criança é aquela que se coloca no colo de Deus! E Ele quer nos pegar pelo colo, quer nos pegar pela mão como um Pai pega a mão de uma criança e a conduz para lá e para cá. Como um Pai que vê que aquele caminho vai ser mau para o Seu filho, então, não o deixa ir, mas o pega pela mão e segura.

Quando a criança vai crescendo, ela foge do pai; porém, quanto mais criança for, mais ela foge para estar no colo e na proteção do pai.

Precisamos correr para o colo de Deus, precisamos nos refugiar em Seu colo, pois lá é lugar de cura, libertação e restauração!

Deus nos quer em Seu Reino. Deixemos que nossa cabeça e nosso coração se tornem puros e dóceis como o de uma criança, para que Ele cuide de nós!

Deus abençoe você!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Homilia Diária

08AGO2016

Temos o direito de contestar e reivindicar as leis de Deus, mas não temos o direito de não as cumprir

“Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol, e abre a boca do primeiro peixe que pescares. Ali encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti” (Mateus 17, 27).

 

Por que Jesus está mandando Pedro fazer isso? Porque Pedro foi questionado se o Mestre Jesus e Seus discípulos pagavam os impostos. Pedro respondeu: "Sim, o Mestre paga os impostos!".

Jesus foi ao encontro de Pedro e já sabia do ocorrido, por isso fez este ensinamento:"Os reis e senhores deste mundo cobram os impostos de quem? De seus filhos ou dos estrangeiros?". Pedro responde: "Dos estrangeiros". Jesus replica: "Portanto, os filhos estão livres" (cf. Mateus 17, 24-25).

Na verdade, os 'filhos' a que Jesus se refere são filhos de Deus, que deveriam estar livres de pagar isso ou aquilo, mas, como o Reino não pertence a este mundo e como para este somos estranhos e ele [o mundo] não nos têm como filhos de Deus, pagamos os nossos impostos, cumprimos os nossos deveres e obrigações.

Deixe-me dizer a você: nós, filhos e filhas de Deus, temos o direito de questionar as leis, os tributos, impostos, taxas e pedágios, dizer se isso é justo ou não, correto ou não; temos o direito de reivindicar impostos mais justos, uma vida mais correta.

Tudo isso é um direito de que não podemos abrir mão! Aqueles que participam de sindicatos e associações lutam por uma vida melhor e mais digna. Graças a Deus, muitos direitos, que antes não tínhamos, passamos a ter, porque pessoas lutaram, correram atrás, reivindicaram, e a Igreja está do lado de seus filhos que lutam por uma vida mais digna e mais justa, por salários e impostos dignos. Temos o direito de contestar e reivindicar as leis, mas não temos o direito de não as cumprir.

Acho que alguns pedágios têm preços absurdos, posso até contestá-los, mas não tenho o direito de não os pagar, de não pagar os impostos e assim por diante.

Precisamos ser os primeiros a dar exemplos para os outros! Nada de cairmos naquela tentação terrível de darmos um jeitinho, de burlarmos as leis e assim por diante, a não ser que essas leis sejam contra as de Deus. Aqui não é um meio de medir se as leis são injustas e contrárias a Deus, pois existem muitas que são injustas, mas não ferem diretamente o direito à vida. Mas se um Estado proclama ou dá liberdade para que alguém pratique o aborto, isso fere a Lei de Deus, por isso não vamos praticar.

Precisamos ser obedientes, porque os filhos de Deus não são rebeldes. A rebeldia não vem de Deus. Podemos contestar? Sim, podemos! Podemos propor? Podemos lutar por uma vida melhor? Podemos e devemos, mas não podemos deixar de cumprir as leis e as obrigações, não podemos deixar de pagar nossos impostos.

Deus abençoe você!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Homilia Diária

05AGO2016

Precisamos acostumar o coração a fazer renúncias, para que possamos crescer na têmpera, na disciplina e na vontade de Deus

“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga” (Mateus 16,24).

 

A primeira coisa para estarmos atrás de Jesus é renunciarmos a nós mesmos. É difícil renunciarmos à nossa vontade, porque estamos tão cheios de vontade própria, que abrir mão dela se torna um grande duelo em nossa vida. Até compreendemos a vontade de Deus, mas quando ela contraria a nossa vontade, os nossos gostos e tudo aquilo que queremos, vamos deixando de lado a vontade d'Ele.

Para sermos amigo de Jesus, para entrarmos em Sua escola e conseguirmos realmente ser um discípulo d'Ele, precisamos trabalhar a própria vontade e contrariá-la muitas vezes. Precisamos renunciar até mesmo às coisas que são boas e necessárias. Eu sei que entre assistir a uma televisão, quando se está cansado, e ler a Bíblia, é melhor ver a televisão. A carne pede isso, mas o seu espírito precisa da Palavra de Deus.

Não é para ficar o dia todo lendo a Bíblia, mas é preciso, em muitos momentos, contrariar a vontade própria e não se deixar guiar por ela. Dei o exemplo da Bíblia, porém existem tantos outros que eu poderia dar.

Você olha para a sua vida e percebe quantas coisas quer fazer, mas sabe que precisa fazer outra coisa para ter uma vida familiar estável e sadia. Para ter uma vida abençoada, renúncias são necessárias! Mas, no mundo em que vivemos, a palavra “renúncia” não está em moda, mas está sendo desprezada. Precisamos acostumar nosso coração a fazer renúncias, para que possamos crescer na têmpera, na disciplina e na vontade de Deus.

A segunda coisa: tome, pegue e abrace a sua cruz. Abraçar a cruz não é pegar uma cruz de metal ou ter uma no peito e viver abraçado a ela. Você deve ter uma cruz em casa e por onde for, mas 'abraçar a cruz' é abraçar a vida, as situações complexas e difíceis; abraçar muitas situações que não gostaríamos de estar passando e vivendo como doenças, sofrimentos, contrariedades, problemas com filhos e com o casamento.

A nossa vida não é uma 'lua de mel'. Pode até ser que, em alguns dias, ela seja, mas nem sempre dá para ser assim! É importante abraçar a vida com amor, por maior que seja a dureza e a dificuldade que enfrentamos. Se fizermos isso, se renunciarmos à nossa vontade própria, se abraçarmos nossa cruz de cada dia, poderemos seguir o Senhor, ir atrás d’Ele, porque é Ele quem vai nos ajudar a viver as renúncias e carregar a nossa cruz com mais amor.

Deus abençoe você!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Homilia Diária

04AGO2016

Abramo-nos à graça do Espírito, para que ele mesmo aja em nós e nos ensine a fazer a vontade do Senhor

“E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16,15).

 

Jesus vai elogiar e exaltar aquilo que Pedro está dizendo: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (cf. Mateus 16,17-18).

Veja que beleza! Aquilo que veio do coração de Deus não é uma coisa humana, foi Pedro quem realmente percebeu e deixou-se modelar, deixou que a inspiração divina lhe mostrasse quem era Cristo. Por isso, ele proclamou, do fundo de seu coração, o que via na presença de Cristo. Outros viam as graças, os milagres e as curas, mas não reconheciam Jesus ainda como o Messias. Reconheciam n'Ele um grande profeta, um Elias, um João Batista, um enviado de Deus.

Pedro está dizendo a coisa mais certa, está reconhecendo realmente a identidade de Jesus: "Ele é o enviado! Ele é o Cristo! Ele é o Messias!". Pedro fala isso no Espírito, porém, acontece um problema, porque Jesus proclama tudo isso, exalta Pedro, o Espírito que está nele [Pedro], mas fala: "Não diga isso a ninguém, porque o Filho do Homem vai sofrer, passar por muitos constrangimentos, será entregue nas mãos dos homens e morrerá por causa da nossa salvação".

Pedro repreende: "Não! Isso jamais vai acontecer com o Senhor!". Jesus dá uma outra resposta: "Afasta-te de mim satanás, porque esses seus pensamentos não são de Deus. Agora esses seus pensamentos são da carne".

Veja que, no mesmo Pedro, há a ação do Espírito e da carne, há a ação daquilo que é de Deus e vem d'Ele, mas também aquilo que não é do Senhor, que vem do próprio humano de Pedro, daquilo que é a sua carne humana. Porque a nossa carne e o nosso sentimento humano não querem saber de sofrimentos, querem rejeitar qualquer forma de cruz e sofrimento.

Permita-me dizer a você: graças a Deus, muito do que fazemos e falamos, muito do que levamos aos outros, é de Deus, e Ele age em nós e por meio de nós.

Assim como Pedro, em nós também há muito do “carnal” e humano. Muitas vezes, eles [carnal e humano] se misturam com o diabólico e aquilo que sai de nós, mas não vem de Deus. Quando Jesus diz: “Afasta-te de mim!”, é para Pedro afastar o que é diabólico, o que é puramente humano e não tem a mistura da graça de Deus, a direção da graça d'Ele naquilo que se fala.

Somos e procuramos ser discípulos do Senhor, procuramos fazer a Sua vontade , temos de ter discernimento do Espírito e da graça, para que não façamos as coisas por mais inspiradas e bonitas que sejam, apenas no nosso humano, no nosso carnal e na nossa vontade.

É preciso recorrer à graça divina, para que aquilo que façamos seja realmente de Deus e inspiração divina em nós.

Que Deus nos ajude a não vivermos da carne e guiados por ela, mas que nos abramos à graça do Espírito, para que ele mesmo aja em nós e nos ensine a fazer a vontade do Senhor!

Deus abençoe você!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Homilia Diária

03AGO2016

Muitas coisas podem criar obstáculos e barreiras para que não nos aproximemos da graça do Senhor. Sejamos ousados!

“É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” (Mateus 15, 27).

 

Uma mulher cananeia, siro-fenícia, aproxima-se de Jesus pedindo, implorando, gritando e clamando: "Senhor, a minha filha está enferma! Faça algo por ela!".

Os discípulos ficaram incomodados. Primeiro, porque aquela mulher não era judia, não fazia parte do povo eleito; segundo, porque era uma estrangeira; terceiro, porque estava incomodando o Senhor, pois era insistente e persistente. Na nossa linguagem moderna, era "chata", estava implorando que o Mestre fizesse algo por ela.

Jesus disse, trazendo um provérbio muito comum no mundo judaico: "Não fica bem tirar o pão da mesa de seus filhos e dar para os cães". É dessa forma que muitos judeus compreendiam os estrangeiros, como não eram parte do povo, eram ditos como "cães".

Uma vez que a missão primeira de Jesus era voltada para Seu povo, como Ele tiraria a graça que trouxe primeiro para estes e levaria aos estrangeiros?

Aquela mulher dá uma resposta de fé surpreendente, que venceu e calou Jesus. Ela disse: "Senhor, é verdade o que está falando. Mas é verdade também que os cachorrinhos têm direito às migalhas que caem da mesa de seus donos". O Senhor responde: "É verdade, minha filha! Seja feito conforme a sua fé!".

Meus irmãos, muitas vezes, não nos sentimos no direito, não nos sentimos agraciados para receber este ou aquele favor de Deus. Pode ser por nossos pecados, pelas nossas fraquezas, pelos nossos limites ou porque não nos sentimos escolhidos e chamados, até mesmo porque não fazemos parte deste ou daquele grupo da Igreja. Muitas coisas podem criar obstáculos e barreiras para que não nos aproximemos da graça do Senhor, mas sejamos ousados!

A fé nos leva a sermos ousados, a nos aproximarmos do Senhor e dizer: "Senhor, mesmo que sejam as migalhas que sobram para os cachorrinhos, eu as quero, pois são as Suas migalhas! Por isso estou suplicando, pedindo e implorando por elas. Dá-me, Senhor, a Sua graça!".

Não deixemos que nossos pecados nos afastem da graça de Deus nem que nos tornem indignos, porque todos nós somos indignos por causa de nossos pecados. Vamos vencer essa indignidade, porque Deus já nos chamou para fazer parte de Seu Reino. Pela fé, temos de conquistar as graças de que precisamos!

Peça a Deus pela sua casa, pela sua família e pelos seus filhos. Não tenha medo de implorar, na presença de Deus, a graça e os favores de que você estiver precisando. A nossa fé alcança aquilo que nosso coração anseia. Se Deus não nos dá as migalhas ou o pão que estamos pedindo, Ele nos dá muito mais de que precisamos.

Creia, porque o Senhor escuta o apelo daquele que tem fé!

Deus abençoe você!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Homilia Diária

02AGO2016

A fé nos mantêm de pé, é o grande antídoto de que precisamos para vencer os medos, os obstáculos e as situações tenebrosas que enfrentamos nesta vida

“Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”(Mateus 14, 27).

 

Sabemos que quando o medo se apodera de qualquer um de nós, ele vai afogando e suprimindo a nossa fé.

Jesus estava se aproximando de Seus discípulos no mar, porque eles ficaram com medo e apavorados. Jesus os acalmou e disse: “Venham ao meu encontro!”. Pedro começou a andar, ir ao encontro do Senhor, mas quando o vento veio de forma mais forte e intensa, ele começou a temer, tremer e sucumbir, começou a afundar. Pedro iria se afogar e morrer.

Assim acontece conosco também, porque muitos ventos contrários estão vindo contra nós. Quando estamos parados, quando está tudo tranquilo, está tudo muito bem e caminhamos na fé; entretanto, se vem um vento e sopra um pouco para lá e para cá, começamos a balançar. Quando balançamos em alguma coisa, começamos a temer e ter medo. O medo vai se apoderando de nós e fragilizando o nosso interior, o nosso coração, fé e mente.

Permita-me dizer a você: o medo cria fantasias e fantasmas. Fantasmas não existem, mas, uma vez que nós os criamos, eles passam a existir. E todos os fantasmas criam assombros e assustam-nos, por isso nós os tememos.

Boa parte daquilo que causa medo em nós é criado dentro do nosso coração. O mais duro de tudo isso é aniquilarmos essa fé maravilhosa que Deus colocou em nós. Não tenhamos medo, pois o Senhor está do nosso lado aconteça o que acontecer, venha o que vier! Que venham ventos e tempestades da esquerda ou da direita, mas precisamos nos manter firmes, ancorados, alicerçados no Senhor, porque é Ele quem cuida de nós!

É verdade que muitos ficam desanimados, muitas vezes até desfalecidos, mas não podemos permanecer caídos e nas dúvidas. Precisamos nos levantar! A fé nos mantêm de pé, é o grande antídoto de que precisamos para vencer os medos, os obstáculos e as situações tenebrosas que enfrentamos nesta vida.

Creia e coloque no Senhor a sua confiança, sua fé e esperança, e não iremos desanimar diante das tempestades da vida!

Deus abençoe você!