Gol

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Homilia Diária

11AGO2017

Sua cruz será abençoada, Cristo vai carregá-la com você. Abrace-a, assuma-a e não fuja dela

“Jesus disse aos seus discípulos: 'Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga'”(Mateus 16,24).

:: Participe do Aprofundamento Estudo da Palavra com padre Roger Araújo

Primeiro, precisamos querer seguir Jesus, ter uma vontade decidida para segui-Lo, tomar uma decisão. Não basta termos uma simples vontade, precisamos ter uma vontade boa, forte, firme e decidida. "Eu quero ser discípulo de Jesus!"

Permita-me dizer uma coisa muito séria ao seu coração: calcule, veja e pense nas consequências da decisão que quer tomar, porque tudo na vida, toda e qualquer decisão, até a decisão de não se decidir, tem suas consequências. Não fique pensando que, decidindo isso ou aquilo, vamos ver somente o paraíso na nossa frente.

Para chegar até o paraíso é preciso passar pela Via Crucis, pela via dolorosa. Ninguém toma decisões na vida baseado em ilusões e fantasias, somente num caminho florido. É por isso que, no mundo, há pessoas iludidas, decepcionadas ou enganadas, não porque foram enganadas, mas porque se deixaram enganar. Muitas vezes, deixamo-nos enganar até na escola de Jesus.

Não é Jesus quem nos engana. Muito pelo contrário! Ele é aquele que nos liberta do engano, porque nos aponta a direção da vida e da verdade. O Senhor está dizendo a verdade nua e crua: "Se você quer mesmo me seguir, preste atenção: primeiro, renuncie a si mesmo".

Quem quer renunciar a si mesmo? Queremos nos encher de nós mesmos, de vontades e gostos próprios, queremos fazer somente as nossas vontades.

Não conseguimos ser discípulos de Jesus. Podemos ter muita vontade, muito amor por Ele, mas para O seguir ficamos no meio do caminho, porque paramos nas nossas vontades. Não podemos ter muitas vontades quando queremos seguir Jesus, porque nós só seguiremos a vontade d’Ele.

Precisamos decidir: "Queremos fazer a vontade de Deus ou viver segundo nossas vontades?".

Tomemos nossa cruz, e este é um outro ponto crucial, porque alguns acham que seguir Cristo é não ter mais cruzes. Não! Assumir a cruz que temos não é algo desastroso, pois a cruz é a via que nós carregamos na Terra. Carregar a cruz é assumir a vida como ela é, é assumir a família, os filhos, o trabalho e o que temos. Não é uma cruz qualquer, é a nossa cruz, e ela será abençoada. Abracemos nossa cruz e não fujamos dela.

Se calcularmos bem e tivermos disposição para abrir mão da nossa vontade, sermos contrariado e abraçarmos nossa cruz de cada dia, dá para sermos, de fato, discípulos de Jesus; senão, é preciso refazer as contas.

Deus abençoe você!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Homilia Diária

10AGO2017

Não podemos ficar somente no grão, mas crescer, amadurecer e produzir muitos frutos

“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto” (João 12,24).

:: Participe do Aprofundamento Estudo da Palavra com padre Roger Araújo

Somos um grão de trigo, mas Deus quer que esse grão caia e produza frutos. Você não quer um grão, seja lá qual for, apenas para que seja um grão. Você quer que ele caia, cresça e produza muitos frutos. Até um bebezinho, quando nasce, ninguém quer que ele seja um bebê por toda a vida; nós queremos que ele cresça. E por mais “gostosinho” e amado que seja, queremos que ele produza muitos frutos, que saiba caminhar com suas pernas. Assim, ele vai "morrendo" para sua infância e, a cada dia, tornando-se uma criança maior, um adolescente e assim por diante.

Não podemos ficar bebezinhos por toda a vida, precisamos crescer e evoluir. Precisamos morrer muitas infantilidades em nós para que nasça um homem novo, uma mulher nova, para que os frutos da nossa vida aconteçam. Não crescemos na vida, porque não deixamos morrer coisas mínimas que se tornaram velhas em nós, para crescermos e amadurecermos.

O processo de amadurecimento da vida, muitas vezes, é doloroso, mas necessário e importante. É ele que nos faz saborear o que há de melhor na vida. Quando não amadurecemos, nós apodrecemos, estragamos por dentro. Por isso, não podemos ficar somente no grão, mas crescer, amadurecer e produzir muitos frutos.

Deus quer que sejamos cristãos maduros, porque não dá para negar que há muita imaturidade e infantilidade no meio de nós, há muitos comportamentos, pensamentos e sentimentos que não evoluem, e nós ficamos naquela infantilidade da fé quando Deus nos quer maduros. E para sermos maduros, precisamos deixar que o grão caia por terra. Ao cair, que morra comportamentos antiquados, sentimentos que não servem para a edificação do Reino de Deus, morram comportamentos que não são adequados, morra muitos modos de ver e agir, que não condizem com o homem que precisa ser sempre novo.

Não se conforme somente com a graça de hoje, pois Deus tem uma graça para nos renovar a cada dia, para sermos a árvore mais frondosa na produção de frutos para o mundo em que vivemos.

Que a graça de Deus nos amadureça e nos faça crescer na fé e na nossa humanidade.

Deus abençoe você!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Homilia Diária

09AGO2017

O coração de Jesus é o amparo mais sublime do coração de todas as mães

“Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada” (Mateus 15,28).

:: Participe do Aprofundamento Estudo da Palavra com padre Roger Araújo

Quando eu escuto esse Evangelho, ele comove demais meu coração, pois imagino a cena desses acontecimentos, mas me admira demais essa mulher de fé e confiança, que representa nossas mães, muitas de nossas mulheres sofridas, machucadas, atormentadas, porque deram tudo de si para cuidar dos seus filhos. E quando essa mãe se encontra impotente, porque ela não pode fazer mais nada pelo seu filho, um ar desesperador toma conta dela, mas não é porque ela está desesperada, é porque nenhuma mãe, quando fica impotente para cuidar do seu filho, sabe o que fazer.

Quando a mãe tem em Deus a sua confiança e a sua graça, ela recorre a Ele com toda força da sua alma e do seu coração.

O coração de Jesus é o amparo mais sublime do coração de todas as mães, é o refúgio de todas elas na aflição, na dor que toma conta do seu coração quando ela precisa salvar qualquer um dos seus filhos.

Essa mulher é para nós um retrato, um símbolo de todas as mães que vivem aflições constantes na sua vida por causa dos seus filhos.

Há mães que não têm mais vida própria, porque não vivem mais para si, elas vivem por causa dos seus filhos, que estão passando por doenças, enfermidades, sofrimentos momentâneos ou não, filhos que estão morrendo no mundo das drogas, do álcool e de tantas situações perturbadoras da vida.

Uma mãe buscava socorro e amparo em tudo que podia, mas ela só encontrava nos braços de Jesus o socorro. Essa mãe foi até os braços de Jesus e, com a fé que ela tem, pediu e implorou. Jesus parece estar questionando: "Olha, primeiro eu vim para esses". Ela responde: "Não, meu Senhor! Estou implorando do Seu coração as migalhas, porque, para mim, para a minha dor, para a minha aflição e para o que estou passando, as Suas migalhas me bastam. Como os cachorrinhos que comem as migalhas que caem da mesa, eu tenho direito a elas, eu preciso delas".

Que fé, que confiança, que comovente a fé das nossas mães! E às mães eu digo do fundo da minha alma e do meu coração: que a sua fé continue sendo grande. Se ela está pequena, aumente-a, não perca a sua confiança no Senhor. Implore pelas migalhas que caem da mesa d’Ele, mas não deixe de buscar no Senhor o refúgio para salvar seus filhos, para salvar aqueles que são um pedaço da sua vida, do seu coração e de todo o seu ser. Mãe, o seu refúgio é o coração de Jesus.

Deus abençoe você!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Homilia Diária

08AGO2017

Nossos medos são maiores que nós mesmosmas em Deus todos eles são vencidos

“Jesus, porém, logo lhes disse: ‘Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!’” (Mateus 14, 27).

Jesus mandou Seus discípulos seguirem na barca, porque Ele foi se ocupar do essencial: retirou-se para estar a sós com o Pai, para abastecer-se da graça do Alto. Ele tinha cuidado de toda uma multidão sofrida e machucada, precisava restabelecer-se na graça.

A graça da oração é o alimento que coloca a alma em pé e na comunhão plena com Deus. Sem ela, perdemos o elo e a direção por onde devemos seguir. Quando nos falta oração, os fantasmas da vida tomam conta de nós. Os fantasmas do medo, da ansiedade, da agitação e da preocupação corroem e consomem o nosso dom mais precioso: a fé.

Nós tememos, apavoramo-nos, porque os mares da vida se agitam, as situações nos tornam pessoas agitadas; e quando o agito é grande demais, começamos a ver fantasmas, começamos a nos apavorar, temos medo, desesperamo-nos, perdemos a fé e a esperança.

Quando Jesus vem ao nosso encontro, nem sempre somos capazes de reconhecê-Lo, porque, quando o medo toma conta da alma humana, ela enxerga todas as coisas de forma distorcida e errada. Temos medo das pessoas, medo de nós, temos medo até de Deus, por isso não nos aproximamos d’Ele com a fé e a confiança de que precisamos.

Não alimentemos nossos medos, pelo contrário, aniquilemos toda força do medo que há em nós. E como aniquilamos a força do medo? Estes, muitas vezes, são maiores do que nós mesmos,mas em Deus todos eles são vencidos; e nós o aniquilamos quando tendo uma relação próxima com o Senhor, quando vivemos uma vida de comunhão com Ele na oração e na Palavra; assim, o medo vai se aniquilando da nossa vida. Ele não desaparece, mas é vencido e fica em seu lugar quando a fé e a graça de Deus ocupam o primeiro lugar em nossa vida e no nosso coração.

Deus abençoe você!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Homilia Diária

07AGO2017

Nossos sofrimentos se tornam pequenos, porque a compaixão cura e transforma nossa natureza humana

“Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes”(Mateus 14,14).

No Evangelho de hoje, escutamos o milagre da multiplicação dos pães, mas o grande milagre não foi a multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes. O grande milagre da vida é a compaixão, é compadecer-se da dor e das lágrimas do outro. Se ficarmos só esperando a multiplicação dos pães, o que acontecerá em nós é o contrário, ou seja, crescerá em nós o egoísmo, e vamos querer que tudo se multiplique para nós, não dividiremos nada do que temos com os outros.

O grande milagre que Deus faz em nós é dar-nos a graça de termos comunhão com os sentimentos. E quais são os sentimentos de Cristo Jesus? Ele se compadece da nossa humanidade sofrida, machucada, empobrecida; Ele se compadece de nossas dores.

Os nossos sofrimentos se compadecem do doente, do enfermo e necessitado, mas se ficarmos insensíveis, não ligaremos mais para essas realidades, deixaremos que nossa humanidade seja desviada, equivocada do seu estado de graça.

A humanidade passa fome, as doenças e enfermidades só crescem no meio de nós, as pessoas estão sofrendo, porque, infelizmente, nossa humanidade foi desconfigurada, perdeu a capacidade da compaixão.

Quando o coração humano é movido pela compaixão, não olhamos para o outro como 'coitadinho': “Tadinho dele. Olha que sofrimento!”. Não! Somos tomados pelos sentimentos de Cristo Jesus. Olhamos n’Ele e enxergamos no irmão o sofrimento de cada um, enxergamos o Cristo sofrido, desprezado e desconfigurado. O sofrimento maior é de quem não sabe se compadecer do sofrimento dos outros, porque perdeu a sensibilidade, o ar da graça e os sentimentos de Cristo Jesus.

Deixemos, irmãos e irmãs, que a graça de Deus toque em nós para que possamos olhar para quem sofre, para quem está ao nosso lado. O sofrimento do outro é cura para nós. Só sofremos e murmuramos demais, porque nossa sensibilidade é egoísta e só se volta para os nossos problemas, para as nossas dificuldades e sofrimentos.

Quando temos sensibilidade para entender o que o outro sofre, nossos sofrimentos se tornam pequenos, porque a compaixão cura e transforma a nossa natureza humana.

Deus abençoe você!

domingo, 6 de agosto de 2017

Homilia Diária

06AGO2017

Permitamo-nos ser transfigurados pela presença de Jesus no meio de nós

“E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz” (Mateus 17,2).

Neste domingo, temos a graça de celebrar a Transfiguração do Senhor. O que é essa festa que nós estamos celebrando, hoje, com tanto amor? É a festa da Ressurreição antecipada, é a manifestação do Ressuscitado em meio ao caminho natural da vida humana, é a semente da ressurreição sendo manifestada a cada um de nós.

Cristo ainda vai passar pela Sua via crucis e pelo Calvário, mas Ele quer nos mostrar que, depois de toda cruz e via-sacra, o que nos espera é a vida nova, transformada e renovada. Do outro lado, a Festa da Transfiguração, onde nós contemplamos o Cristo glorioso e transfigurado na Sua aparência gloriosa acima de Moisés e Elias, n'Ele tudo se resume, completa-se e alcança a plenitude. É para Ele que nós devemos dirigir a nossa vida e o nosso coração.

Caminhando em meio às cruzes da vida, nos sofrimentos, nos desalentos que todos nós enfrentamos no dia a dia, não podemos tirar d’Ele o nosso olhar. Quando nós contemplamos o Cristo, como o Senhor e a razão da nossa vida, Ele mesmo transfigura aquilo que vivemos.

Transfigurar não é viver de aparências, pelo contrário, a transfiguração tira aquilo que é aparente, que nos deixa transfigurados ao mal, ao pecado e nos dá a verdadeira face do homem e da mulher de Deus configurados e semelhantes ao Cristo. Permite-nos, em meio às realidades humanas que nós vivemos e passamos, contemplar a glória que nos espera.

O caminho para sermos transfigurados, a cada dia, é o da contemplação. Contemplar o Cristo nos transfigura e nos transforma; contemplar o Cristo vivo e real no meio de nós transforma os nossos sentidos. Os nossos olhos contemplam a Sua glória, os nossos ouvidos escutam a Sua Palavra, a nossa boca proclama: “Senhor, é bom estarmos aqui, é bom estarmos na Sua presença". O nosso corpo, o nosso ser, a nossa sensibilidade são transfigurados. Já não somos movidos pelos impulsos da carne, da nossa humanidade que, muitas vezes, nos impulsiona para o mal e para o pecado, mas em nós o desejo divino, o gosto pelo Céu, o gosto pela Palavra de Deus, o gosto pelos sacramentos e pela oração tomam conta de todo o nosso ser.

Permitamo-nos ser transfigurados pela presença de Jesus no meio de nós.

Deus abençoe você!

 

sábado, 5 de agosto de 2017

Homilia Diária

05AGO2017

Deixemo-nos incomodar pela Palavra, para que, de fato, ela entre no nosso coração

“Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta”(Mateus 14, 5).

Por que Herodes queria matar João Batista? Ele queria matá-lo, porque João anunciou a verdade e denunciou o pecado, o erro em que Herodes estava vivendo.

Não matemos a verdade. Por mais que ela seja um incômodo na vida de cada um de nós, só ela liberta. Mas nós, muitas vezes, não queremos a aceitar, preferimos viver no mundo da aparência, do erro, do engano, da ilusão; não queremos ser incomodados pela verdade.

Não queremos que a Palavra de Deus seja acomodada ao que nós queremos, pois, quando ela não se acomoda ao que queremos, quando não está a serviço do que pensamos e achamos, ela nos incomoda e nós temos a opção de rejeitá-la, matá-la, não a aceitar, porque ela incomoda nosso coração.

Se a Palavra nos incomoda, é porque está nos fazendo bem; se não nos incomoda, o erro não está nela, o problema está em quem a acolhe, porque não se deixa mover e tocar por ela. Cometemos um erro terrível, deixamos que a Palavra que nós escutamos, incomode a vida dos outros, mas jamais a nossa.

Deixemo-nos incomodar pela Palavra, para que, de fato, ela entre no nosso ouvido, no nosso coração, para remover e tirar de nós aquilo que não é coerente, que não é correto, aquilo que estamos fazendo e está em desacordo com a graça de Deus.

Permitamo-nos ser tocados e transformados, porque, quando assim não o fizermos, temos a certeza de que estaremos nos comportando com frieza, indiferença, estaremos aniquilando a Palavra e tomando a mesma decisão de Herodes: "Para não ser incomodado, é preferível matar, ignorar, dissipar e tirar da minha vida tudo aquilo que quer me transformar".

Que a Palavra de Deus aja com muito incômodo para transformar o nosso coração.

Deus abençoe você!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Homilia Diária

03AGO2017

Precisamos nos tornar peixes da qualidade do Reino de Deus, tirando de nós aquilo que nos estraga e coloca-nos longe dele

“O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo” (Mateus 13, 47).

O Reino dos Céus, dentro de nós, é como essa rede da qual o Evangelho fala, hoje, ao coração. Jogamos a rede no mar, no rio, para pegar peixes; vêm, então, peixes de todas as espécies: peixes bons, mortos, estragados... Vem coisas velhas que estavam no fundo do mar. Precisamos ter sabedoria, aplicação e discernimento para separar o que é bom do que não é bom, o ruim daquilo que, de fato,  serve para nós.

Ninguém de bom senso vai comer ou querer peixe estragado, é desse mesmo jeito que Deus quer cuidar do nosso coração.

Não pegue tudo que você vai colhendo no mundo, porque muita coisa não serve. Na nossa casa, há muita coisa que não serve para nada! Há coisas que até parecem boas, legais, mas depois estragam, ficam velhas; pode até ser que tenha sido boas, mas já não são mais boas para nós.

Não precisamos cultivar a prática do "acumular por acumular". Há coisas que não servem para nada, e nós precisamos limpar e purificar para que a nossa casa seja sempre bela. Com o nosso coração não pode ser diferente.

O bom servo, aquele que vai ficar para sempre no Reino de Deus, é aquele que sabe puxar a rede e separar os peixes bons dos estragados. Dentro de nós há bons sentimentos, há amor, ternura, generosidade, mas não podemos negar que o nosso coração assimila e guarda sentimentos que só nos estragam. Deixamos que o rancor, o ressentimento, a mágoa e tantas coisas negativas, que só corrompem a nossa alma e o nosso ser, estejam caminhando lado a lado conosco.

Se no fim dos tempos o bom Senhor vai separar o peixe bom do peixe estragado, no tempo em que nós caminhamos precisamos nos tornar peixes da qualidade do Reino de Deus, tirando de nós aquilo que nos estraga e coloca-nos longe dele.

Apliquemos o coração, cuidemos da alma, da mente e de tudo aquilo que entra em nós.

Escutamos muitas coisas boas, mas escutamos muitas coisas ruins. Precisamos discernir e separar aquilo que não edifica para a vida, para o coração, para que sejamos realmente bons discípulos de Jesus.

Deus abençoe você!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Homilia Diária

02AGO2017

Deus é o tesouro mais precioso de toda nossa existência; não há riqueza,  preciosidade nem valor maior para a nossa vida

“O Reino do Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo” (Mateus 13,44).

O tesouro é uma pérola preciosa, valiosa e única na vida de quem o encontra. Aprenda uma coisa para toda vida: Deus é o tesouro mais precioso de toda nossa existência; não há riqueza, preciosidade e valor maior para nós.

Quem encontrou Deus encontrou tudo. Não O deixemos ser uma realidade distante de nós, porque Ele se faz próximo daqueles que se deixam encontrar por Ele e descobrem o tesouro, que é o Seu Reino vivo e presente no meio de nós.

As riquezas do Reino de Deus são esplêndidas para toda a nossa vida, transformam-nos por dentro e por fora, e elas nos introduzem na eternidade.

Passamos boa parte da nossa vida buscando adquirir bens, em busca de tesouros dessa terra; desgastamos a nossa saúde física, psíquica, mental para termos e possuirmos, e depois tudo se esvai, nada levamos. Qual é, então, o bem que ninguém pode nos tirar? Esse bem é Deus, o maior tesouro, a maior riqueza da nossa vida.

Encontre essa pérola preciosa e, uma vez encontrada, cuide dela, guarde-a e, realmente, faça dela o bem supremo da sua vida, cultive os valores do Reino de Deus com toda dedicação e força da sua alma e do seu coração. Aplique-se para viver sobre a guarda desse tesouro e para guardá-lo como um bem precioso. Muitos encontraram o Reino de Deus, mas o perderam ou se perderam, porque colocaram outros valores acima dele.

Para não nos perdermos na estrada ou não perdermos o tesouro que trazemos em vasos de barro, é preciso fazermos escolhas, pois estas são fundamentais para nossa vida; e a escolha fundamental, a preferência do nosso coração, sempre, em primeiro lugar, tem de ser o Reino de Deus.

Buscá-Lo, em primeiro lugar, é o grande anseio, a grande ordem e disciplina do discípulo de Jesus. Se buscarmos Deus, sempre, em primeiro lugar, tudo mais nos será acrescentado e todo acréscimo que buscarmos será abençoado por esse tesouro maior, que é o Reino de Deus em nossa vida.

Deus abençoe você!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Homilia Diária

01AGO2017

Para sermos a boa semente do Reino de Deus, precisamos dissipar toda maldade que há dentro do nosso coração

“O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno” (Mateus 13,38).

A Palavra de Deus dirigida ao nosso coração, hoje, é uma exortação para que deixemos de ser joio e para que tudo o que há de joio em nós seja dissipado do nosso coração, porque o Reino de Deus é para quem é trigo; e as trevas ou o joio são para aqueles que pertencem ao maligno.

Não pertencemos ao maligno e não podemos permitir que o nosso coração seja tomado pelo mal e por aquilo que é maligno, porque, para entrarmos definitivamente e fazermos parte do Reino de Deus, precisamos ser o bom trigo de Cristo. Precisamos, de fato, ser a boa semente, pois não somos a semente velha e estragada; somos a boa semente do Reino de Deus. Se até agora a boa semente e o joio convivem, no Reino definitivo o Senhor há de separá-los, e nós não queremos nem podemos ficar de fora.

A Palavra está nos dizendo que os anjos de Deus retirarão do Reino aqueles que fazem os outros pecarem e praticarem o mal. É justamente essa a característica do joio: ele não só peca, não só vive no pecado, mas também leva os outros a pecarem. Então, não nos acostumemos nem nos tornemos cegos diante das situações pecaminosas. Há pessoas, por exemplo, que gostam de falar palavrão, mas nem percebem, e ainda levam outros a falarem; há pessoas que falam mal da vida dos outros e levam outras pessoas a também falarem mal do próximo, elas não se acostumam a falar mal sozinhas, têm de levar os outros a falarem. Sem contar todo espírito de sedução e maldade que há no mundo, onde a pessoa faz o mal, ensina os outros a fazerem o mal e o disseminam pelo mundo.

Para sermos a boa semente do Reino de Deus, precisamos dissipar toda maldade que há dentro do nosso coração. Pensar e querer o mal dos outros, praticar as ações para que outros se deem mal, falar mal, entregar os outros e assim por diante são os joios que estão presente em nosso coração.

Deus quer nos lavar, Ele quer nos purificar, renovar-nos por mais joios que possamos ser. A graça de Deus transforma o joio obediente a Deus na boa semente da Palavra, e tudo o que Ele quer é que sejamos sementes no Seu Reino.

Deus abençoe você!