Gol

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Homilia Diária

01FEV2019

O Reino de Deus anunciado por Jesus é comparado com alguém que espalha a semente sobre a terra

“O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra” (Marcos 4,26).

Jesus nos conta uma série de parábolas para compreendermos o Reino de Deus. Jesus usa de uma linguagem figurada para entendermos uma realidade que é presente. O Reino de Deus está presente no meio de nós.

O Reino de Deus anunciado por Jesus é comparado com alguém que espalha a semente sobre a terra. Veja o trabalho do semeador, aquele que planta diversas coisas que precisamos para a nossa alimentação, ele "joga" uma pequena semente que para o olhar humano é desprezível, não tem valor algum.

A semente é jogada e, de repente, ela vinga. Então, vem os frutos, o alimento, mas tudo era uma pequena semente. O Reino de Deus também é assim, pode ser que, no primeiro momento, não demos importância e seja irrisório, insignificante. Porém, a semente que é cuidada, vai crescer e, ao seu tempo, dará tantos frutos que outras pessoas virão para estarem debaixo dos frutos, da sombra, da árvore que brotou de uma pequena semente.   

Cuide da semente! Nós fomos, um dia, uma pequena semente. Nós estávamos lá no ventre da nossa mãe e, com a união do espermatozoide com o óvulo, formou-se a vida.  A semente cresceu e deu a vida a nós.

Precisamos tratar do que é pequeno e jamais o tratar como algo sem significado para a vida. Muitas coisas em nossa vida perdem o significado porque não damos valor às pequenas coisas. Uma palavra no meio de tantas confusões faz toda a diferença. Um pequeno detalhe, pequeno carinho, uma pequena atenção que damos para os nossos fazem toda a diferença.  

Não fique apenas buscando as coisas grandes, como se fossem as mais importantes da vida. Nada se torna grande da noite para o dia, por exemplo, hoje estamos com essa estatura, porque nossos pais cuidaram de nós, nos alimentaram, então, crescemos, e na vida também é assim. Cuidemos dos pequenos detalhes, a cada dia peguemos a Palavra de Deus, cuidemos dela e deixemos que ela cresça com o tempo.   

Nós iremos colher os melhores frutos de Deus se dermos atenção aos pequenos detalhes, às coisas que estamos desprezando, então, prestaremos mais atenção nas pequenas coisas da vida, que é onde Deus fala ao nosso coração.

Deus abençoe você!

 

Padre Roger Araújo

Homilia Diária

31JAN2019

Com a medida da paciência tratemos os nossos e desse mesmo modo seremos tratados

“Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais” (Marcos 4,24).

O acréscimo da nossa medida será um pouco maior do que a medida convencional que nós temos para medir os outros. Porque nós recebemos muito; recebemos a graça, o Evangelho e as advertências de Deus.

E, se a nossa medida for a misericórdia, com ela seremos medidos; se for a bondade, ou seja, a forma como olhamos, tratamos e julgamos o outro, assim, também, seremos julgados.

Porém, se a nossa medida for a dureza e, muitas vezes, até a maldade, Deus não nos julgará pela maldade, pois, ela nos julgará por si mesma. Em Deus não subsiste o mal, mas esse por si mesmo nos destrói. Por isso, tenhamos a boa medida, isto é, a medida de Deus.

Deixemos que a luz de Deus ilumine o nosso coração, para percebermos as coisas que estão escondidas dentro de nós mesmos, aquelas que precisam de mais luz.

Existem, muitas vezes, tendências, comportamentos, formas de lidar com o outro que nós não prestamos a atenção. Deus é muito paciente conosco, e nós não sabemos ser pacientes uns com os outros. Nós não estamos percebendo o quanto a impaciência tem nos corroído, destruído os nossos relacionamentos mais próximos. Até a nossa convivência familiar e a convivência em casa vão se ruindo por falta da paciência, do amor e da misericórdia.

Sabemos que nos amamos uns aos outros, sabemos que dentro de uma casa os membros se amam. Porém, esse amor vai se ruindo, quando deixamos que a impaciência tome conta das atitudes.

A luz de Deus quer iluminar o que tem causado tamanha impaciência e tamanha falta de misericórdia dentro de nós. Basta ver que, muitas vezes, sabemos ser bons e pacientes com as pessoas de fora, mas não conseguimos ser pacientes com os de dentro da nossa casa. Isso é sinal de que tem uma “lâmpada” que está apagada dentro do nosso coração. A Palavra de Deus quer acendê-la para que, com a medida da paciência, tratemos os nossos, então, desse mesmo modo seremos tratados.

Deus abençoe você!           

Padre Roger Araújo

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Homilia Diária

30JAN2019

Não desperdicemos a Palavra de Deus semeada em nosso coração

“O semeador saiu a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram” (Marcos 4,3-4).

A Palavra de Deus é semeada em nossos corações e vemos o quanto Deus a tem semeado. Ele tem usado de nossa Igreja, das nossas Capelas e nossos Santuários; tem usado de todos os meios: rádio, televisão, redes sociais, para que a Palavra d’Ele chegasse ao seu coração.

Nós precisamos semear muito a Palavra de Deus, precisamos ser incansáveis em semeá-la para que, assim, ela possa chegar aos corações. E, digo mais, não é "só" semear, mas também, deixar que ela seja semeada em nosso coração. Porque, pode ser que você semeie a Palavra, que leve o Evangelho às outras pessoas, porém, pode ser que você não permita que essa Palavra seja semeada em seu coração.

E, se é semeada, talvez, esteja acontecendo da forma negativa, como nos apresentou as três situações do Evangelho. Tem a situação onde a semente [a Palavra] cai no meio do caminho; vieram os pássaros e a "roubaram". Estão roubando a Palavra de Deus do nosso coração? 

Outra situação em que a Palavra cai num coração onde o “terreno” é muito pedregoso, ou seja, a Palavra até chega, começa a brotar, mas ela não frutifica. Porque não temos profundidade, ficamos na berlinda, na superficialidade. 

E, ainda, pode ser que a Palavra chegue ao nosso coração e até caia, mas os espinhos a sufoca, pois somos pessoas muito preocupadas com as coisas da vida, com os prazeres do mundo, então, a Palavra é sufocada.

A começar em mim, em você, em cada um de nós, essa Palavra tem de cair em nosso coração e começar a produzir frutos. E não importa o tamanho desse fruto e nem o compare a outro. É preciso que a Palavra de Deus frutifique a nossa vida.

Não desperdicemos a Palavra de Deus semeada em nosso coração e que ela produza muitos frutos para a nossa salvação.

Deus abençoe você!      

 

 

Padre Roger Araújo

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Homilia Diária

29JAN2019

Os laços que nos prendem a Deus é fazer a vontade d’Ele

“Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Marcos 3, 34).

A graça do Evangelho de hoje é ver que os parentes de Jesus queriam vê-Lo. Nós, também, somos assim. Pois, se chegar um parente nosso nos procurando, queremos logo dar atenção a ele, afinal de contas, é nossa família.  

Mas, Jesus mostra que o conceito de parentesco no Evangelho acontece de outra forma. Porque, não são os laços sanguíneos que mantêm as pessoas em comunhão com Ele. Visto que até essas pessoas colocaram-se contra Jesus, tentaram o eliminar e, inclusive, expulsaram Jesus da Sua cidade natal.   

No Evangelho, não são os laços sanguíneos os mais importantes, já que, os laços que nos prendem a Deus é fazer a vontade d’Ele.

“Aqui estão meus irmãos, aqui estão minhas irmãs, são todos aqueles que fazem a vontade de Deus”. Talvez, você possa pensar que Jesus diminuiu a Sua mãe e Seus parentes mais próximos, de forma nenhuma. Ele apenas reconheceu que não basta ter laços sanguíneos, é preciso ter laços evangélicos, laços no amor, laços em Deus.

Laços sanguíneos se rompem, laços em Deus se eternizam. Os laços sanguíneos se separam com a morte ou com alguma outra circunstância, mas os laços em Deus são eternos. Por isso, Deus nos quer laçados a Ele, quer que tenhamos comunhão com Ele. Mas não por aquilo que faço ou por aquilo que sou, e sim por aquilo que vivo.

Se levam a linguagem para o sentido da vida, as pessoas se acham importantes por conta dos trabalhos que fazem na Igreja. “Olha, Jesus, o ministro da Eucaristia está aí”. “Olha, Jesus, os Seus cantores estão aí”. “Olha, Jesus, aquelas beatas estão aí”. “Mas quem são Meus cantores, quem são Meus beatos, quem são Meus seguidores”? São aqueles que fazem a vontade de Deus, porque, podemos cantar, pregar, celebrar, rezar e, mesmo assim, não fazermos a vontade de Deus. Pois, o que me faz íntimo de Jesus é colocar em prática a vontade do Pai.       

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Homilia Diária

28JAN2019

Se uma família se destrói por causa da divisão, imagina o Reino de Deus, Sua causa e Igreja!

“Como é que satanás pode expulsar a satanás? Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se” (Marcos 3,24-26).

Eu quero pegar a última afirmação de Jesus para torná-la muito concreta no meio de nós. Uma família que se divide contra si mesma não subsiste e, caso subsista, imagina que inferno é essa família: dividida, as pessoas se colocam umas contra as outras, brigam, atacam-se, mordem e acusando-se.

A vida em família é uma beleza e uma graça, e é mais belo quando a família tem diferenças, pensamentos e modos de ver a vida diferentes. As diferenças não são problemas, o problema está na divisão, pois algumas pessoas, em vez de semear a união no meio das diferenças, propõem cada vez mais a divisão.

diabulus é aquele que divide, é aquele que separa. Não é simplesmente separar, um vem para cá e outro para lá. O separar-se é colocar um contra o outro, é realmente criar entre nós aqueles espíritos de brigas, ataques, confusões, onde as pessoas estão acusando umas as outras. Isso é próprio do diabo.

Se uma família se destrói por causa da divisão, imagina o Reino de Deus, Sua causa e Igreja! Não podemos ser causa de divisão no Reino de Deus.

O grande amor que temos à Igreja é por ela ser una, católica e apostólica, aquelas notas que caracterizam a igreja da qual fazemos parte. Essa unidade na diversidade é a riqueza mais bela que conhecemos, é o espírito que faz congregar pensamentos divergentes que se tornam tão convergentes quando se vive no diálogo e na comunhão com Deus.

Não podemos negar que há aqueles que trabalham para dividir, para atacar e colocar uns contra os outros, para colocar as pessoas para falar mal umas das outras. Elas usam as redes sociais e os meios que estão aí para, em vez de semear a concórdia, semear bons reflexos, saber colher o que há de bom em cada um. Estão colocando as pessoas para falar mal dos padres, dos bispos, do Papa.

Esse espírito não é de Deus. O Espírito de Deus é aquele que leva a concórdia, é aquele que leva as pessoas a saberem conviver na unidade da Igreja do Senhor.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

sábado, 26 de janeiro de 2019

Homilia Diária

27JAN2019

Precisamos, com Jesus e n’Ele, reacender a unção da graça que está sobre nós

Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza” (Lucas 4,14).

Queremos contemplar a ação do Espírito na vida de Jesus, um Homem conduzido pelo Paráclito todos os dias de Sua vida. Foi o Espírito que levou Jesus ao deserto, e lá Ele viveu esse grande retiro de preparação para a Sua vida e missão. Foi o Espírito de Deus que batizou e conduziu Jesus à vida pública, Ele que voltou da Galileia e iniciou a Sua missão por toda aquela região.

Quando Jesus entrou numa sinagoga, era dia de sábado. Ele abriu o livro do profeta Isaías, o livro sagrado, e tomou posse dessa Palavra e dessa verdade: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou”. O Espírito, de fato, estava com Ele, e Ele queria andar sempre conduzido por esse Espírito.

Precisamos tomar posse dessa verdade, porque o Paráclito está sobre nós, Ele repousa sobre nós. Tornamo-nos templo, lugar da morada de Deus, mas deixamos essa graça arrefecer, não tomamos posse dessa verdade, não nos deixamos ser guiados nem conduzidos pelo Espírito que nos ungiu. É na unção que precisamos viver, pregar, anunciar e viver na unção, precisamos que a unção nos dê consciência dos nossos pecados e nos leve para frente.

A unção não nos paralisa, a unção de Deus nos reaviva e nos dá a graça de caminharmos sempre na direção do Senhor. O que fazemos com a chama da graça? O que fazemos com a unção que recebemos de Deus? O que fazemos com a graça do Espírito de Deus que paira sobre nós?

Precisamos com Jesus e n’Ele reacender a unção da graça que está sobre nós.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Homilia Diária

26JAN2019

Precisamos levantar o dom que foi concebido do Espírito para não ficarmos na timidez

Por este motivo, exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e sobriedade” (2Tm 1,6-7).

Temos a graça de celebrar, hoje, dois discípulos de Paulo: Timóteo e Tito. Conhecemos esses dois apóstolos, esses dois bispos da Igreja Primitiva pelas cartas que Paulo escreveu a eles. Foi Paulo que escreveu a Tito, foi ele que escreveu duas cartas a Timóteo, porque esses dois eram íntimos dele, queridos por ele, foram filhos que Paulo gerou na fé. Por isso, Paulo tem toda essa atenção para com eles.

Paulo está os dizendo hoje: “É preciso que vocês reavivem e reacendam a chama do dom de Deus, a graça do dom de Deus que concedi a vocês pela imposição de minhas mãos”.

Como é bom ajudarmos a reacender as chamas uns dos outros! Se olharmos para a nossa história, vamos ver que tivemos muitos "Paulos" em nossa vida, pessoas que foram muito importantes, que passaram para nós a chama da fé. Desde os nossos pais, que nos levaram para as águas do batismo, onde essa chama foi acesa, até aqueles que nos evangelizaram, nos catequizaram, nos formaram e encaminharam de novo à Igreja, deram-nos o alento da fé, como nós também nos tornamos Paulo na vida de outros.

Hoje, precisamos dessas duas graças: a primeira é ter Paulos que venham reacender, reanimar, revigorar a graça de Deus em nosso coração. Precisamos fazer o mesmo, precisamos ir ao encontro de pessoas, de homens e mulheres que, muitas vezes, estão na berlinda e se conformam com o mais ou menos.

Segundo, precisamos levantar o ânimo, a dinâmica evangélica, o amor ao Cristo, levantar o dom que foi concebido do Espírito para que não fiquemos na timidez, porque não foi esse espírito que recebemos. Recebemos o espírito de fortaleza, de amor e sobriedade. Que Deus fortaleça esse espírito em nós!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Homilia Diária

25JAN2019

Dentro de cada um de nós existe um Saulo, aquele homem velho, que não se deixa converter por Deus e que não aceita ser contradito por ninguém

“’Saulo, Saulo, por que me persegues?’ Eu perguntei: ‘Quem és tu, Senhor?’ Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu estás perseguindo’” (At 22,7-8). 

Um homem religioso como Saulo, formado na melhor escola judaica, conhecedor das leis, dos princípios divinos, cai por terra e toma consciência que ele perseguia o Evangelho em vez de abraçá-lo. 

Quando olho para a conversão de Saulo, peço a Deus a graça de colocar a minha barba de molho, colocar o meu coração em espírito de alerta, colocar a minha mente no estado de exame de consciência, para que eu reveja os meus atos, as minhas atitudes, afinal de contas, eu sou um homem religioso, padre há alguns anos, batizado desde criança, crismado, fiz primeira comunhão.

Se formos olhar para todos os títulos religiosos que temos, vamos ver que somos pessoas religiosas, amamos ou perseguimos o Evangelho. O coração vai sempre nos dizer que amamos o Evangelho, mas nem sempre as atitudes confessam isso. Nós, muitas vezes, massacramos o Evangelho com os nossos contratestemunhos.

Paulo tinha um ímpeto temperamental fortíssimo e esse ímpeto temperamental não permitia que ele enxergasse a verdade, pelo contrário, tornava-o até cego, escurecia a sua visão. Era tão convencido de si mesmo, tão convencido daquilo que ele conhecia e sabia, que ele não se permitia conhecer mais nada. Pelo contrário, ele perseguia, apedrejava e matava quem se opusesse às suas convicções.

Dentro de cada um de nós existe um Saulo, aquele homem velho, que não se deixa converter por Deus e que não aceita ser contradito nem questionado por ninguém. Ele não aceita, de forma nenhuma, quem pensa diferente, quem fala diferente dele. É aquele Saulo, aquele homem fechado nas suas ideias e convicções, sobretudo, as ideias religiosas que o levam a perseguir, a criticar quem pensa ou faz diferente de dele.

Hoje, eu quero olhar para Saulo, o homem velho, para que ele me mostre o Paulo, o homem novo e convertido, o homem que caiu com a sua mente por terra para enxergar a verdade da luz.

Quero pedir a Jesus, que na estrada de Damasco se mostrou a Saulo, mostre-se a nós, que nos mostre onde erramos, onde pecamos, onde estamos fechados no nosso orgulho, na nossa autossuficiência, e não nos convertemos a cada dia.

Na festa da conversão de Saulo, peço a Deus a graça da conversão da minha vida.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Homilia Diária

24JAN2019

Toquemos em Jesus e deixemos que Ele nos toque

“Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre Ele para tocá-Lo. Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a Seus pés, gritando: ‘Tu és o Filho de Deus!’” (Marcos 3,10-11).

Jesus curava as pessoas; Jesus cura as pessoas. Quando nos jogamos a seus pés, Ele nos cura daquilo que causa o mal em nós. O maligno, com suas obras, vem infiltrar a maldade dentro de nós. E não há enfermidade maior do que essa, onde o mal age em todo o nosso ser, penetra a nossa vontade nos fazendo pessoas rebeldes, inclinadas para o mal, seduzidas pelo pecado, criando todo tipo de tormento em nossa cabeça. Então, só pensamos no que é mal, negativo e destrutivo.

O maligno quer agir em nossa vontade para nos fazer ter má vontade. Má vontade para com os outros, má vontade em fazer até a coisas de Deus. Pois, ele inclina a nossa vontade para o mal, desejamos o mal, queremos o mal, porque o maligno semeia as suas obras em nosso coração e, assim, temos maus sentimentos uns pelos outros e vivemos de ressentimentos, mágoas e rancores.     

Mas, quando nos aproximamos de Jesus, Ele arranca, Ele expulsa o mal de dentro de  nós, e nos restitui àquela primeira imagem na qual Deus nos criou. Onde fomos criados puros e à semelhança de um Deus que é três vezes Santo. Porém, o mal, destrói essa imagem d’Ele em nós.    

Toquemos em Jesus e deixemos que Ele nos toque, que a graça d’Ele nos cure. Deixemos que o espíritos maus caíam a Seus pés e se afastem de nossa vida. Permitamos que a graças de Deus realize a Sua obra nova em nós.       

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Homilia Diária

23JAN2019

Há tristeza no coração de Jesus, quando não temos compaixão pelo sofrimento do outro

“Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: ‘Estende a mão’” (Marcos 3,5).

O que causa tristeza ao coração de Deus, senão a dureza do coração do homem? Um coração duro, coração fechado. E o coração humano se torna duro para a graça de Deus, quando não deixa a graça de Deus penetrar, porque a graça de Deus quer entrar em nós, ela quer penetrar na nossa vida, mas o coração se tornou rígido, pedregoso, de um modo que a graça não penetra, de tão duro que está o nosso coração.

Nós nem saímos da presença de Deus, mas não conseguimos deixar que a graça de Deus mergulhe em nós. Porém, nos tornamos muito secos em relação aos outros. Um homem está ali com a mão seca, todo fragilizado e, Jesus, quer cuidar daquele homem, mas aquelas pessoas com coração delas tão duros, olham a Jesus com desconfiança, porque ele iria fazer aquilo no sábado.  

Isso despertou uma profunda ira e tristeza no coração de Jesus, porque não são capazes de ver mais o sofrimento do outro; e há a perda da sensibilidade humana. Ter um coração fechado é não se abrir à graça de Deus e perder a sensibilidade pelo sofrimento do outro.

Nós não podemos ser aquelas pessoas indiferentes, frias, onde pensamos: “O problema não é meu, o mais importante é que eu sou de Deus e as minhas orações"; não me preocupo com o sofrimento do outro e nem com sofrimento do mundo, apenas digo: “Ele está recebendo o que merece”; não é assim, pois Jesus olhou para todas as realidades humanas e teve compaixão.

Onde está a compaixão do nosso coração? Pois não conseguimos mais nos sensibilizar com o sofrimento do mundo, das pessoas, dos mais pobres, dos doentes, dos enfermos, dos nossos jovens que têm se perdido nas drogas, com o sofrimento das famílias que estão se desfazendo. Não podemos dizer que esses problemas não são nossos, porque seria um sinal de que o nosso coração está enrijecido, está fechado para a graça.

Quando a graça de Deus está em mim, eu tenho sensibilidade pela dor e pelo sofrimento do outro. E peço não só para o outro estender a mão, mas estendo a minha mão para o sofrimento do próximo. Que Deus cure toda a insensibilidade, que não sejamos o motivo nem da ira e nem da tristeza do Seu coração.

Deus abençoe você!

 

Padre Roger Araújo