(portal G1)
A partir da proxima quinta-feira (12), vão faltar seis meses até o jogo
de abertura da Copa do Mundo 2014 no Brasil. Segundo dados dos comitês
gestores locais do evento, 75,6% das obras de mobilidade previstas para o
Mundial estão atrasadas ou não serão entregues para a competição. Além
disso, muitas delas custarão mais caro do que o governo previu.
O G1 publica, entre 9 e 15 de dezembro, uma série de reportagens sobre os preparativos para a Copa do Mundo 2014.
Segundo o levantamento, das 74 ações de mobilidade, 18 não serão mais
entregues e outras 38 tiveram prazos prorrogados, a grande maioria para
maio de 2014, a um mês do evento (Veja o andamento das obras na tabela abaixo).
Os projetos de mobilidade, anunciados como carro-chefe do mundial e
essenciais para os deslocamentos até os estádios e dentro das cidades
onde ocorrerão os jogos, recebem verba federal, municipal e estadual.
Entre as justificativas apontadas pelos gestores para o atraso ou
cancelamento das obras estão burocracia, chuvas, imprevistos, disputas
judiciais sobre desapropriações, impasse para obtenção de licenças,
entre outros.
Hoje, a matriz de responsabilidade (documento que contém os projetos de
cada sede) conta com 45 projetos de mobilidade em andamento ou
concluídos, segundo o Ministério do Esporte.
Onze foram transferidos para a carteira do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento). Isso significa que elas continuam em andamento, mas não
mais para a Copa.
Os atrasos e mudanças na matriz diminuíram o total de investimentos
previstos para mobilidade de R$ 11,9 bilhões para os atuais R$ 7,02
bilhões. O gasto nessa área será menor do que os R$ 8 bilhões destinados
aos estádios.
O Ministério do Esporte afirma, em nota, que "as obras excluídas da
matriz de responsabilidades representam a minoria dos projetos
executados e a retirada dessas obras não compromete a realização da Copa
do Mundo". "Algumas delas ainda poderão ficar prontas antes do
Mundial."
O G1 também apurou que, apesar da redução nos
investimentos, parte das obras custarão mais caro aos cofres públicos. É
o caso do Corredor Aeroporto-Rodoferroviária, em Curitiba, cujo preço
inicial saltou de R$ 104,8 milhões na matriz de 2010 para R$ 143,19
milhões.
O VLT de Cuiabá passou de R$ 1,26 bilhão para R$ 1,57 bilhão, e o BRT
(Bus Rapid Transit) Antônio Carlos / Pedro I, em Belo Horizonte, custará
R$ 713,4, ante os R$ 633,9 milhões inicialmente orçados.
A pasta diz que "os ajustes orçamentários realizados na execução de
obras podem ocorrer em qualquer projeto, em razão das circunstâncias que
se apresentam. Principalmente, em grandes obras".
"Muitas vezes, esses ajustes são feitos devido ao formato em que as
licitações foram feitas. Os ajustes podem acontecer também por
alterações no empreendimento original", afirma o governo.
A previsão de gastos com a Copa já chegou a ser estimada em R$ 33
bilhões, mas diminuiu em razão das desistências. Da previsão atual de R$
25,6 bilhões, apenas R$ 3,8 bilhões são de recursos privados.
"Alguns projetos deixaram a matriz, resultando na redução do valor
global de investimento. Os projetos retirados integraram o Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) e serão concluídos", complementa o
ministério.
"Vale destacar que todas as obras da Matriz de Responsabilidades da
Copa do Mundo – incluindo estádios, mobilidade urbana, portos e
aeroportos – são fiscalizadas por diversos órgãos de controle, como CGU,
TCU, Tribunais de Contas Estaduais e Ministério Público",
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