(portal G1)
Sexta-feira, 06/06/2014, às 07:58, por Cristiana Lôbo
A pesquisa DataFolha divulgada nesta sexta-feira não traz notícia boa para a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição. Ela perde pontos em intenção de votos(de 37% para 34%) e perde também na avaliação do governo - agora 33% consideram o governo bom ou ótimo. Dilma perde até neste contingente que aprova o governo - em maio, receberia o voto de 80% destes; agora de 72% dos que consideram o governo bom ou ótimo. A rejeição também é a maior de 35%.
Se
Dilma perde, ninguém ganha - só aumenta o grupo dos que não sabem em
quem votar (13%) ou dizem que vão votar em branco ou nulo agora 17% - o
que faz a soma de 30% dos eleitores. Todos caíram: Aécio Neves
(PSDB) Aécio de 20% para 19% e Eduardo Campos de 11% para 7% das
intenções de votos. Só subiu o Pastor Everaldo do PSC que foi de 3% para
4% das intenções de votos.
À
vésperas do início da Copa do Mundo, a preocupação dos brasileiros está
no próprio bolso. A pesquisa indica que houve aumento do contingente
dos que acham que a economia vai piorar (está em 36%); dos que temem o
desemprego (subiu de 42% em maio para 48% agora); dos que têm medo da
inflação (eram 58% e agora são 64%) e também do medo de empobrecer que
subiu de 34% para 38% dos entrevistados.
Ou
seja, a economia apavora os brasileiros e a política não encanta. Os
brasileiros continuam querendo mudança que se mantém em patamar muito
alto de 74%.
A
esta altura, os candidatos poderão fazer ajustes em suas campanhas, mas
não há muito espaço para isso. Todos os partidos já tiveram seus
programas eleitorais (não haverá novas exposições mais longas) e, agora,
entra a fase das convenções partidárias. Neste período, os candidatos
esperavam boas notícias nas pesquisas para empolgar os partidos com seus
tempos de propaganda eleitoral. O que não aconteceu para ninguém.
Aécio
Neves, por exemplo, esperava subir alguns pontinhos para atrair
partidos como o PP e aumentar um pouco o seu tempo de televisão. Dilma
Rousseff, por exemplo, tem como atrativo o fato de estar na dianteira
nas pesquisas para ter um palanque eletrônico forte. A queda nas
pesquisas poderia se refletir nos apoios que espera receber - o
principal deles será definido na próxima terça-feira, na convenção do
PMDB, partido que tem quase seis minutos de televisão para propaganda
eleitoral.
Eduardo
Campos tem percorrido o país com seu principal cabo eleitoral, a
senadora Marina Silva, mas não conseguiu subir nas pesquisas. Ao
contrário, teve queda significativa de 11% para 7% das intenções de
votos. A seu favor ele conta com a própria Marina que, segundo a
pesquisa, motivaria o voto de 18% dos consultados e mais 30% que
poderiam votar em alguém indicado por ela. São 42% os que não votariam
em candidato indicado por Marina Silva. Neste quesito, pior para Aécio
Neves que tem em seu partido o ex-presidente Fernando Henrique, o mais
rejeitado - 57% não votariam em candidato indicado por ele.
O
ex-presidente Lula continua sendo o melhor cabo eleitoral do país (36%
dizem que votariam com certeza em candidato indicado por ele) e mais 24%
admitem votar. Dilma, no entanto, não conquistou todo o contingente dos
que seguiriam a indicação de Lula. Depois de Lula, o melhor cabo
eleitoral no país é o presidente do STF, Joaquim Barbosa, que vai se
aposentar este mês. Ele não pode ser candidato e seu apoio é disputado
por candidatos de oposição. Quem receber este apoio, pode melhorar o
desempenho pois 26% dizem que com certeza votariam em candidato indicado
por ele; e outros 26% dizem que poderiam votar num candidato indicado
por ele.
Uma
notícia positiva para Aécio é que ele está sendo identificado com o
figurino da oposição. Depois de Lula, apontado por 35% dos consultados
como o mais capaz para fazer as mudanças no país, vem Aécio citado por
21%. Dilma fica em terceiro lugar com 16%.
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